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Uma Introdução à Improvisação no Jazz, de Marc Sabatella - Tradução de Cláudio Brandt

Índice Geral | Anterior: Prefácio | A seguir: Uma Breve História do Jazz

©2007

Teoria Musical
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Jazz
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Aplicando a Teoria
Improv. s/ Harmonia
Bibliografia
Discografia
Standards

Objetivos

Do ponto de vista desta Introdução, somos todos músicos. Alguns de nós podem ser músicos no tocar, enquanto a maioria de nós somos músicos no ouvir. A maioria daqueles também são como estes. Tentarei usar as expressões músico e ouvinte respectivamente, em vez de músico e não músico, quando me referir ao meu público. Esta Introdução é voltada basicamente para músicos que queiram aprender improvisação de jazz. Ela também se destina aos ouvintes do jazz que queiram ampliar sua compreensão desse gênero musical. Acredito que todos os músicos e ouvintes possam se beneficiar de uma compreensão maior do jazz, já que esta pode levar a uma melhor apreciação dessa música.

Pressupomos em muitas partes no decorrer desta Introdução que o leitor tenha alguns conhecimentos básicos de música, como uma certa familiaridade com a notação musical padrão. É altamente recomendável que você tenha acesso a um piano e saiba tocar nele exemplos simples. Os músicos devem já possuir um conhecimento técnico básico de seus instrumentos para poder ganhar o máximo com esta Introdução. Os músicos ouvintes devem fazer um esforço para suportar as discussões mais técnicas e não se deixar desanimar por causa de detalhes que pareçam estar muito fora de seu alcance.

Esta Introdução tem três objetivos principais. Eles são: ensinar a você a linguagem do jazz, aumentar a sua compreensão do jazz como ele é tocado por outros músicos, e, para os músicos, fazer você começar a improvisar. A linguagem do jazz é basicamente uma linguagem de estilos, história e teoria musical. Ela é a linguagem que você vê nos textos que acompanham os álbuns de jazz, em entrevistas e livros universitários, e contém termos como "bebop", "Trane", e "lídio dominante". Aprender esta linguagem também vai dar a você uma base para a compreensão da música em si. Embora seja com certeza possível gostar de John Coltrane sem entender nada de teoria musical, um conhecimento funcional de harmonia pode dar a você uma nova base para a apreciação da música. Também é possível improvisar sem muita bagagem teórica, mas as histórias de músicos famosos que não conseguiam ler partitura são geralmente muito exageradas, e acredito que a capacidade de tocar de qualquer músico pode ser aperfeiçoada com a aprendizagem de mais teoria.

Esboço

Esta Introdução está organizada como uma série de passos para se virar um músico de jazz melhor, seja como um músico, seja como um ouvinte mais bem informado. A maioria das etapas é voltada para o músico que toca, mas o músico ouvinte é estimulado a tentar tocar tantos dos exemplos apresentados quanto possível. Isso deve ajudar você a sensibilizar o seu ouvido e a reconhecer aspectos musicais do jazz que talvez não conseguisse reconhecer de outra maneira.

Os passos apresentados nesta Introdução são:

  • ouvir a muitos estilos diferentes de jazz
  • entender os fundamentos do jazz
  • aprender as relações acorde/escala
  • aprender como utilizar a teoria na improvisação de jazz
  • aprender como acompanhar outros solistas
  • tocar em grupo
  • ouvir analiticamente
  • romper as regras

Cada uma dessas etapas será descrita em mais detalhe mais adiante. Parte do material apresentado aqui é muito básico, e parte dele é um tanto avançado. Aqueles que já ouviram muito jazz mas não são músicos provavelmente acharão as explicações sobre história do jazz simplistas, e as discussões teóricas, assustadoras. Outros podem ficar impacientes com explicações de conceitos tão básicos como a escala maior, mas ficarão embaralhados com o número e a variedade de músicos discutidos. Você pode estar se perguntando por que uma gama tão vasta de informações foi espremida nesta Introdução. Acredito que, para se compreender a improvisação de jazz, é necessário entender a história, a teoria e as técnicas do jazz. Penso que é importante fundir esses caminhos para que se possa desenvolver uma compreensão ampla.

Outros Materiais

Esta Introdução não é a única fonte de informação que você pode ou deve utilizar para aprender improvisação de jazz. Há livros escritos por Jerry Coker, David Baker e outros autores que podem ser usados como um auxílio no aprendizado da improvisação jazzística. Alguns desses livros são relativamente básicos e não cobrem tanto material quanto esta Introdução. Outros são bem avançados, e esta Introdução, esperamos, dará a bagagem necessária para se enfrentar esses textos.

Além de livros sobre jazz, um outro material importante para os músicos é o fakebook. Um fakebook geralmente contém a partitura de centenas de músicas, mas apresenta somente a melodia, a letra se for o caso, e as cifras dos acordes. Uma descrição de alguns dos fakebooks disponíveis no mercado pode ser encontrada na Bibliografia Comentada.

Quando se está praticando, é geralmente útil tocar junto com uma seção rítmica (piano, baixo e bateria). Isso, é claro, nem sempre está ao alcance. Jamey Aebersold criou uma série de álbuns "play along" para solucionar este problema. Estes discos, cassetes ou CDs vêm com livros contendo a partitura, no formato fakebook, das músicas do álbum. As gravações contêm somente o acompanhamento, sem melodias ou solos. Tocá-los é com você. O piano e o baixo estão em canais diferentes do som estéreo, de modo que possam ser desligados individualmente se você toca um desses instrumentos. Eu recomendo que todos os músicos consigam alguns desses álbuns. Os anúncios aparecem na revista Down Beat. (N.T.: O Volume 1 da série de livros/discos play along de Aebersold foi editado em português e está à venda em livrarias brasileiras.)

Outra opção é o programa de computador Band-In-A-Box. Esse programa roda em várias plataformas diferentes. Ele permite que você digite as cifras dos acordes de uma música, e aí ele gera as partes de uma seção rítmica e pode tocá-las, via porta MIDI, por meio de um sintetizador, como um teclado eletrônico. Ele na verdade faz um trabalho muito bom de gerar partes realistas, e se o seu teclado puder gerar sons realistas, talvez você nem consiga perceber que não está tocando com uma gravação de uma seção rítmica de verdade. Há discos há venda que contêm centenas de músicas já gravadas neste programa. Os anúncios aparecem na revista Keyboard.


©2017

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